25 de dez de 2010

Fé, haja fé. Fé para se propor novos desafios, para vencê-los, fé e amor próprio para vê-se como se é. Fé, amor próprio e prudência para escolher um novo caminho a seguir nesse futuro que só a mim pertence. E Fé, essa fé que me move, que motivou durante a maior parte desse ano se resume a um abraço orgulhoso, no fim de uma manhã por causa de uma aprovação no Vestibular.
Vestibular, prova, concurso, desafio que requer sabedoria senão para marcar a alternativa correta, certamente para encarar de frente uma eliminação.
E foram tantas eliminações esse ano. Tantos amigos, amantes, desafetos, tantas decepções, descobertas, surpresas, tanto amor em mim, tanta paz no espírito, tranqüilidade para superar, aceitar as frustrações, fazer da minha briga meu abrigo. Aprender, apreender, aprender ! A beleza de ser um eterno Aprendiz;  A esperança de óculos, eu quis. 
Quanto encanto em música e poesia, nunca tive um ano tão lírico. Poderia fazer um filme.
Parei de beber, fumar e cortar os cabelos. 
Você tinha toda razão, aquele lápis de olho, aquela franja e aquela tristeza nunca foram eu. Tudo um personagem, lembra ? Mas nunca o meu melhor papel. O meu melhor papel é o de vogal nesse alfabeto de possibilidades que eu descobri, não sozinha. 
Caí sim, caí muito, caí com força. Nas quedas não estive só, minha fé assumiu múltiplas formas com diversos nomes ora Isa, ora Luan, ora Thainá. Sem amor eu nada seria.
Aliás, que surpreendente vínculo foi criado entre esses, outros tantos vínculos foram reafirmados, velhos e grandes amigos sempre caberão no avesso de uma dor.
Porque tu sabes que é de poesia minha vida secreta, tu me aceitaste como sou, tu me abraçaste e consolidou-me como alguém melhor.
Tantas fases acabadas, tantas pessoas acabadas, tantos amores despedaçados, por vezes eu mesma despedaçada. 
E você, minha Fé, nunca me abandonou. Você foi tudo pelo que eu lutei, ainda é. 
Eu sempre acreditei que você viria, talvez não com essa força insana, não com os contratempos, os medos, as angústias, não com tanta doçura, carinho e intensidade. Eu não atribui a você, o poder de mudar tudo. Você virou o jogo, mudou as peças, elemento diferencial. Você mudou a mim. 
Se no início do ano passado eu pedi com tanta força para que você viesse, Fé, certamente agora eu pedirei que você jamais me abandone.
Nossa busca nunca será vã.
               Pode rir agora que o fio da maldade se enrola...

2 comentários:

  1. Minah filha, vc sumiu!!!
    Não me ama maisw
    Ass: A Leoa de quem você roubou uma touquinha nerd em Slavador.
    sua piriguete!
    (L)

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  2. Esse seu texto foi meu apoio durante todo o ano de 2011. Tenho ele impresso e sempre o carregava na mochila. Parabéns por escrever tão lindamente e OBRIGADA.

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Picolé de Chuchu ;

Fria e Indigesta !