27 de jan de 2012

Miudezas de ano novo

 Minha cama era meu reino naquele curto espaço do dia primeiro do ano tal. No meu reino tinha. Tinha gente, dormindo, acordada, sorrindo e dançando. Vulgar falar assim de bosta, mas é o que é. A gente nasce, chora, come e caga por toda vida e morre. Defequei, diria se lhe convém uma palavra quadrada cheia de éfes e quês, mas o certo é dizer Caguei, porque assim o fiz.
Você poderá dizer que é escatológico, e que eu sou uma mocinha, e mocinha não falam de suas intimidades, mas " Eu não tenho vergonha do que eu faço no banheiro " in memorian, Renato, meu guru espiritual que disse. Isso não importa, o que importa é quando e quando foi nos meus primeiros momentos no primeiro dia do ano tal. 

E eis aí, toda a incompreensão que está em mim, que explico, e em você, que merece explicação, se é só botar para dentro e para fora, o quese aproveita? Tudo, ou quase tudo. Porque nem tudo há de se aproveitar, aproveitar tudo não é humano.
Por que a merda é saber que foi-se tudo aquilo que não tinha que ser aproveitado, embora estivesse dentro de você, a merda é saber que tudo por mais delicioso que seja, vira bosta e vai ser devidamente colocado para fora, seja com força ou sutilmente.
De um jeito ou de outro você limpará sua bunda, e irá embora.

A felicidade de cagar é genuína.

Picolé de Chuchu ;

Fria e Indigesta !