11 de fev de 2011

Com o perdão do 36.

Rompendo os estigmas que seguem, uso rosa.
Falo baixo e com decoro, não é difícil me ver chorosa.
Para além da hipocrisia que o pejorativo nome dá,
Busque numa sandália minha qualquer:
A resposta e encontrará.
Não importa se eu gosto de mulher,
O que importa é o que eu gosto de calçar.
E pra calçar com muito orgulho,
Um scarpin ou sapatilha,
É preciso delicadeza,
Ter pé de princesa
E um bocadinho de costume
Para o equilíbrio não perder.
Como nunca caí do salto, não preciso me enfurecer.
Sou bem resolvida da vida, e quero o que posso querer.
Com o perdão do 36, eu digo agora pra vocês:
Não é papo de sapatão,
É papo de baby pé.



Créditos ao anônimo que me chamou de sapatão. Muito obrigada, anônimo, eu estava mesmo buscando inspiração. ;* ( Com rima pra ver se você assimila ) Para os curiosos é no post daqui de baixo, o comentário. Además, se você me ler, seu anônimo, pode vim com a sua brutalidade e patifaria, eu não agrido ninguém, sou da paz. Hoje eu vou orar por você.

Pra ler ouvindo  ( Meninos e meninas - Legião. ) 

7 comentários:

  1. é sim, papo de mulher, que sem o carimbo social do é ou não é, revela-se o que de fato É : Mulher, sem querer ser o que não é, encantada pelo ser mulher, no ser e no querer.

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  2. Bravo! Intimidade não lhe falta com as palavras.

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  3. TIRA O OLHO, mano. u-u

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  4. sauhsahusa adorei!
    Pq calçar 36 é lindo, independente do que se faz com as outras partes do corpo.
    *Vc nem me reconhece mais, estou trsite c vc, Leoazinha. D:
    Bjo!

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Picolé de Chuchu ;

Fria e Indigesta !