25 de ago de 2010

Colombina

Passo, passo, passo, pausa, sorriso.
 A chuva fina que banhava seus cachos artificiais, tão dourados quanto o sol nascente, entretiam os olhos de Pierrot, que assistia de longe.
 Suspiro.
Andando como se buscasse algo, ou alguém, por vezes perdia os olhos no horizonte. Os olhos que ele tanto amava, os olhos que vira crescer. Uma lágrima quente escorregou pelos olhos embevecidos do moço desajeitado da padaria ao ver, com pesar, o colorido arlequim tomá-la dos braços e girá-la num passo improvisado de dança, enquanto ela - igênua - era toda sorrisos, balançando a cabeça afirmativamente, se foi.
De mãos dadas com Arlequim.
Se foi.
E as minhas lágrimas tinham gosto de fel.   Volta pra mim, Colombina, volta pro seu Pierrot.

2 comentários:

  1. Que lindo seu blog, que lindo seu texto *_*

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  2. Não tinha forma mais doce de expressar a música.
    Sim, essa menina não quer mais saber de mal-me-quer.

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Picolé de Chuchu ;

Fria e Indigesta !