4 de fev. de 2009

sem título


De tudo ao meu amor serei atenta antes e com tal zelo e sempre e tanto que mesmo em face de maior encanto dele se encante mais meu pensamento Quero vivê-lo em cada vão momento e em seu louvor hei de espalhar meu canto e rir meu riso e derramar meu pranto ao seu pesar ou seu contentamento E assim quando mais tarde me procure quem sabe a morte angústia de quem vive quem sabe a solidão fim de quem ama Eu possa dizer do amor ( que tive) que não seja imortal posto que é chama mas que seja infinito em quanto dure.


Soneto da Fidelidade, Vinicius de Moraes

( Para ler ouvindo: Teu olhar - Arnaldo Antunes )

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