29 de jun de 2015

Grito de Alerta,

Estava correndo em círculos buscando qualquer coisa que desse prazer e qualquer prazer que me lembrasse você. E não fosse tão duro e doloroso. De certo não queria falar com você sobre isso, ou sobre qualquer coisa, não agora. Preferia as minhas buscas silenciosas, doía menos. Seu ciúme e minha vadiagem já tinham custado caro demais. Mas o pior ainda era enxergar você do meu lado, quando abria os olhos. Assim, nenhuma trepada era suficientemente boa, assim eu sentia que estava a dois passos de enlouquecer. 
Suas reticências me mataram no dia da dor, acho que isso era o pior de você, o silêncio nebuloso. Não espero pela sua piedade, sei do quanto eu fiz, destruí. Mas o foda era aquele copo cheio, misteriosamente cheio, outra vez cheio e cheio de novo. O foda era depois de tantos anos voltar a fumar. O foda era a saudade da tua pele na minha boca. A foda. A mágoa. Não vou olhar para trás eu juro. Não nos fazemos bem. Isso foi um erro. Eu repito e repito e repito: Grito de Alerta!
Que vontade de gritar com você! Te xingar e foder com a mesma paixão.
Com um cigarro manchado de roxo enfiado nos lábios, ouvindo agora os ecos do seu Adeus.

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