Um, dois, três, quatro sonhos.
Muitos planos, pano nenhum,
Só corpos mundanos
Insaciáveis.
Lascívia a fora, cama a dentro,
No ventre o cheiro cerne
Na mão a taça carne
2 de jun. de 2011
24 de mai. de 2011
Ao mar, amar. Amor...
Sim. Repeti frente a imensidão fria e silenciosa do mar. Sim.
Começou numa manhã de sexta-feira nublada, condições atípicas para começar um romance. Começou com uma troca de olhares, e medo, e uma mensagem no celular, começou impessoal. Começou numa sexta-feira poucas horas antes de uma viagem importante, numa noite fria e adornada. Diga que você me quer, porque eu te quero também. Começou com um abraço, com um carinho, começou com a sua cabeça pousada no meu ombro, e seus lábios perto, não o bastante.
Mergulhei. Mergulhei num paradoxo. Mergulhei numa superfície gelada para me deparar com um fundo quente, escaldante. Mergulhei para me saber pertencente ao mar. Submergi.
Começou numa manhã de sexta-feira nublada, condições atípicas para começar um romance. Começou com uma troca de olhares, e medo, e uma mensagem no celular, começou impessoal. Começou numa sexta-feira poucas horas antes de uma viagem importante, numa noite fria e adornada. Diga que você me quer, porque eu te quero também. Começou com um abraço, com um carinho, começou com a sua cabeça pousada no meu ombro, e seus lábios perto, não o bastante.
Mergulhei. Mergulhei num paradoxo. Mergulhei numa superfície gelada para me deparar com um fundo quente, escaldante. Mergulhei para me saber pertencente ao mar. Submergi.
20 de mai. de 2011
Existe razão na loucura,
Frente ao mistério do eu,
Do ego, do self, concretizo
Incertezas lúcidas
De um porém humano:
Somos todos iguais
Nas medidas das nossas
[in]Diferenças.
Somos todos reais,
na medida das nossas crenças.
Somos todos banais,
Veja só como a maioria pensa.
Somos todos e todos mais.
E só isso é que conpensa.
Existe loucura na razão.
Do ego, do self, concretizo
Incertezas lúcidas
De um porém humano:
Somos todos iguais
Nas medidas das nossas
[in]Diferenças.
Somos todos reais,
na medida das nossas crenças.
Somos todos banais,
Veja só como a maioria pensa.
Somos todos e todos mais.
E só isso é que conpensa.
Existe loucura na razão.
23 de abr. de 2011
Margaridas não tem espinhos, não.
Deixa disso e vem ser feliz comigo,vem pro seu lugar no mundo, esquece tudo e fica com o que te faz bem.Me escolhe,escolhe a tua paz,os nossos sonhos. Eu te amo,vida. Amo mais que qualquer outra coisa, e te quero, tanto tanto, você tem um efeito tão avassalador em mim. Ontem, só de estar perto assim, quando você fazia que ia me beijar e não beijava, só de sentir a sua respiração na minha, meu coração disparava, apertava, martelava, me lembrando o quanto, quanto meu corpo clama por você, te grita, te quer. Me lembrando o quanto estar contigo me faz bem, como eu fico feliz de ter sua mão na minha, como eu preciso sempre sentir seu toque. E se for pecado, se for errado, eu renuncio meu lugar no céu. Você é o meu céu, você é o meu paraíso.
Disparo contra o sol, sou forte,
Sou por acaso, minha metralhadora cheia de mágoas.
Gira, volta, dois passos pra esquerda, maneia cabeça, espalha os cabelos pelo ar. O ar quase sólido ao nosso redor fede a mágoa. Um olfato mais apurado apontaria umas notas de mentiras e outras notas de corpo de inveja.
Seu vestido não brilha mais, teria lhe dito se me perguntasse. O viço e a bondade nos seus olhos, eu também não vejo mais. Reclinou-se nos braços da outra dama, sorriu... Pra ninguém. Se me perguntasse eu lhe diria que as suas mentiras te assassinaram. Como não me perguntou nada, apenas aplaudi, sempre aplaudo.
Gira, volta, dois passos pra esquerda, maneia cabeça, espalha os cabelos pelo ar. O ar quase sólido ao nosso redor fede a mágoa. Um olfato mais apurado apontaria umas notas de mentiras e outras notas de corpo de inveja.
Seu vestido não brilha mais, teria lhe dito se me perguntasse. O viço e a bondade nos seus olhos, eu também não vejo mais. Reclinou-se nos braços da outra dama, sorriu... Pra ninguém. Se me perguntasse eu lhe diria que as suas mentiras te assassinaram. Como não me perguntou nada, apenas aplaudi, sempre aplaudo.
19 de abr. de 2011
Heart Shaped Glasses
O reflexo no espelho me enoja, os cortes, as marcas, as repugnantes marcas fundas, o inchaço, os arranhões. As grandes manchas de sangue que desnaturam meu rosto, a palidez, meu rosto tão partido quanto meu coração. Tão partido quando aquele porta retrato.
Para ler sentindo.
Para ler sentindo.
Luz Negra
Trajava preto, não por hábito, por luto.
Os cabelos, já não tão curtos, a postura já não tão aviltante.
Andou, firme, entre os tantos que apinhavam o salão, entre o burburinho e os brindes, esbarrou num estranho-sem-rosto, mas não desculpou-se, seguiu. Prostrou-se frente ao bar, pediu um Whisky, duplo " muito gelo e dois dedos d'água ", aprendeu num filme. Ao fundo Maysa cantava. Se o meu mundo caiu, eu que aprenda a levantar. O cheiro da bebida impregnou-lhe o corpo, sorriu. Uma lembrança invadiu-lhe, uma dessas tantas lembranças odiosas que insistiam em vir sempre, corroer-lhe. " Esse bailes são tão entediantes! " deslizou os dedos pelo balcão, o cheiro da bebida, misturado com a madeira excessivamente polida, trouxe um sorriso a tona. O reflexo no espelho, difuso entre as bebidas dispostas em prateleiras, as luzes amareladas do salão, toda aquela conversa-sorridente, o encarar dos olhos com o reflexo que era meu personagem, meu eu tão lírico, fez-me em abismo. " Não posso borrar minha macro-imagem, minha maquilagem ." " Mais um duplo, por favor " " Bebida forte, dona " " Espero fazer dela, minha " " Saúde, isso é bebida de macho, hein dona ? " " De repente é isso mesmo. " Engoliu tudo, de um só gole, arrumou o vestido, foi-se, estalando os saltos altíssimos pelo salão. Eu fiquei, ali, parada na porta, vendo Gilda tomar meu lugar.
Os cabelos, já não tão curtos, a postura já não tão aviltante.
Andou, firme, entre os tantos que apinhavam o salão, entre o burburinho e os brindes, esbarrou num estranho-sem-rosto, mas não desculpou-se, seguiu. Prostrou-se frente ao bar, pediu um Whisky, duplo " muito gelo e dois dedos d'água ", aprendeu num filme. Ao fundo Maysa cantava. Se o meu mundo caiu, eu que aprenda a levantar. O cheiro da bebida impregnou-lhe o corpo, sorriu. Uma lembrança invadiu-lhe, uma dessas tantas lembranças odiosas que insistiam em vir sempre, corroer-lhe. " Esse bailes são tão entediantes! " deslizou os dedos pelo balcão, o cheiro da bebida, misturado com a madeira excessivamente polida, trouxe um sorriso a tona. O reflexo no espelho, difuso entre as bebidas dispostas em prateleiras, as luzes amareladas do salão, toda aquela conversa-sorridente, o encarar dos olhos com o reflexo que era meu personagem, meu eu tão lírico, fez-me em abismo. " Não posso borrar minha macro-imagem, minha maquilagem ." " Mais um duplo, por favor " " Bebida forte, dona " " Espero fazer dela, minha " " Saúde, isso é bebida de macho, hein dona ? " " De repente é isso mesmo. " Engoliu tudo, de um só gole, arrumou o vestido, foi-se, estalando os saltos altíssimos pelo salão. Eu fiquei, ali, parada na porta, vendo Gilda tomar meu lugar.
1 de abr. de 2011
Te valorizo.
Acordar cedinho e te ver, ali, imóvel, dormindo.Colocar no rádio o som daquela banda que você gosta, pra te ver acordar feliz. Ter o seu primeiro sorriso, o segundo e o último quando o dia se for. Poder tocar livremente cada pedacinho do seu, meu, corpo. Cuidar de você, te preparar um chá. Tocar seus cabelos, te contar um segredo, ou uma história, dormir de novo e acordar de novo. No seu abraço, sentir sua temperatura crua, no laço das suas pernas, no espelho de mim, que és. Mas é certo que de madrugada, enquanto me furto o sono pelo ávido desejo da presença, da lembrança, faz-se em verso a minha existência, lira pura nos teus lábios, que ao amanhecer sonolento se refaz em canto, no sono ou no momento insone embalado nos seus braços, a tarde chega, assim, e ainda está aqui o som das tuas risadas, me acompanhando, e sua voz que pela noite embala meu sono, meus sonhos, me puxa também pra realidade. Desligo o som do meu rádio, o silêncio me traga e me perco no tempo num texto qualquer, e pouso. Espero que entenda e volte pra cá.
21 de fev. de 2011
Camarada d'água.
Peixinho dourado na história
Peixinho dourado que outrora
Guardava as noites da criança
Ninava sonhos, recriando aventuras
Hoje acalenta a lembrança.
Peixinhos outros aguardam
De braços abertos n'água clara,
Mar-drugada a dentro, mar a fora.
Nessa fauna e nessa Flora,
Hora essa, [ ESTRELA ] ilimitada!
Pela hora da história que um dia
Nos foi contada
Pela boca do primeiro amor fatal,
Hoje desliza as barbatanas, foge a milhas planas
Da rede
Que mede
O tempo
Da vida
No mar
E impede
Que prospere
ESPERE!
Nós não vamos temer
Não vamos parar de Nadar
Haja o que houver, e há!
AR, que me Bastos ao respirar.
Para ler ouvindo : Camarada D'água - O teatro mágico.
11 de fev. de 2011
Com o perdão do 36.
Rompendo os estigmas que seguem, uso rosa.
Falo baixo e com decoro, não é difícil me ver chorosa.
Para além da hipocrisia que o pejorativo nome dá,
Busque numa sandália minha qualquer:
A resposta e encontrará.
Não importa se eu gosto de mulher,
O que importa é o que eu gosto de calçar.
E pra calçar com muito orgulho,
Um scarpin ou sapatilha,
É preciso delicadeza,
Ter pé de princesa
E um bocadinho de costume
Para o equilíbrio não perder.
Como nunca caí do salto, não preciso me enfurecer.
Sou bem resolvida da vida, e quero o que posso querer.
Com o perdão do 36, eu digo agora pra vocês:
Não é papo de sapatão,
É papo de baby pé.
Créditos ao anônimo que me chamou de sapatão. Muito obrigada, anônimo, eu estava mesmo buscando inspiração. ;* ( Com rima pra ver se você assimila ) Para os curiosos é no post daqui de baixo, o comentário. Además, se você me ler, seu anônimo, pode vim com a sua brutalidade e patifaria, eu não agrido ninguém, sou da paz. Hoje eu vou orar por você.
Pra ler ouvindo ( Meninos e meninas - Legião. )
Falo baixo e com decoro, não é difícil me ver chorosa.
Para além da hipocrisia que o pejorativo nome dá,
Busque numa sandália minha qualquer:
A resposta e encontrará.
Não importa se eu gosto de mulher,
O que importa é o que eu gosto de calçar.
E pra calçar com muito orgulho,
Um scarpin ou sapatilha,
É preciso delicadeza,
Ter pé de princesa
E um bocadinho de costume
Para o equilíbrio não perder.
Como nunca caí do salto, não preciso me enfurecer.
Sou bem resolvida da vida, e quero o que posso querer.
Com o perdão do 36, eu digo agora pra vocês:
Não é papo de sapatão,
É papo de baby pé.
Créditos ao anônimo que me chamou de sapatão. Muito obrigada, anônimo, eu estava mesmo buscando inspiração. ;* ( Com rima pra ver se você assimila ) Para os curiosos é no post daqui de baixo, o comentário. Además, se você me ler, seu anônimo, pode vim com a sua brutalidade e patifaria, eu não agrido ninguém, sou da paz. Hoje eu vou orar por você.
Pra ler ouvindo ( Meninos e meninas - Legião. )
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