5 de jul. de 2026

Feito fumaça num quarto fechado,

Passeio pelos dias com uma sensação de absurdo, como se sem aviso prévio "nada ficou no lugar" e todas as coisas pudessem ser vistas ém no seu avesso. A pausa perfeita de um beija flor pleno voo onde o movimento rápido nega com destreza o peso do tempo que transcorre sob as asas e pensamos ser e sabemos ser pausa e movimento e a captura do momento nos desloca na realidade, mas apenas captura o movimento quem está no aqui-agora. Quando nada mais faz sentido, precisamos caminhar a favor do absurdo. O absurdo não é uma estrada em linha reta, é uma espiral perfeita na qual todas as coisas, mesmo as mais ínfimas se distraem, se interpelam, se alcança. Confiscado em favor do absurdo toda supressão, aqui tudo aparece em estado de grito, ardor, prazer na sua intensidade mais significativa. Aí está tudo e nada e a lembrança e a escolha. Todas as escalas de cinza como fumaça se espalham pelos cantos da casa que desmorona em pé. O absurdo da permanência, aquilo que vimos e aquilo que esquecemos. Todas as escolhas em suspensão e movimento ao mesmo tempo.         Porquê todos os caminhos  

Picolé de Chuchu ;

Fria e Indigesta !