30 de jan. de 2009

A gravidade é muito pouco para me impedir de voar.


O desejo latente pode arrancar pés do chão, não o carnal, mas o inerte e irrefreável desejo de saborear cada tudo de todas as coisas. É lançar os olhos sobre algo e apreciar a vastidão, de cores e formas; E sentir, com um certo frio na barriga, a liberdade de ser pensante tomar conta de mim.
Criticar, depende de ética, e depende quase exclusivamente dos patamares que limitam e cercam a sua opinião, que são os mesmo que lhe darão asas para voar. Voar além física, além teorias, além ceticidade. Voar, e só. Porque dentro de cada um de nós existe um campo aberto, uma sala precisa*, na qual podemos nos abrigar.
Daí a importância da leitura, ela é o meio mais eficaz, a melhor professora, para quem quer se entranhar na nobre arte de voar em si. Por isso é importante ouvir boa música, e colecionar boas imagens - mesmo que na lembrança - porque esses meios alternativos de leitura lhe ajudam a saber planar, e saber cair. Porque todos que voam sabem que correm o risco de um dia cair, mas só os que sabem voar reconhecem que devem cair.
Às vezes a gravidade é mais forte que você, e faz-se a queda. E a queda é necessária, ela te transforma, te adiciona, te faz crescer. Mas sabe o que é o mais importante de cair? Levantar e voar outra vez, e quem sabe, então cair novamente. Procurar fazer das quedas um motivo para evoluir e não um esconderijo para não ter mais que voar.
Se existir coragem, força e vontade nem a gravidade te impede de voar.


* Sala precisa é um ambiente mágico, descrito nos livros de Harry Potter ( J.K Rowlling ), que se molda aos desejos que quem a frequenta.


( Para ler ouvindo: Forfun - Hidropônica )

28 de jan. de 2009

Prostituição.

Qual é o tamanho da sua aflição e onde reside a sua virtude? Estava lendo um artigo de Graciliano Ramos onde ele transforma uma prostituta numa metáfora moderna para Afrodite, me dei conta de que a prostituição vai além dos parâmetros sexuais, a promiscuidade agora se faz presente nas mais diversas relações, e a troca muitas vezes não é por dinheiro e geralmente acontece por carência. Carência dos pais presos no próprio universo, mesmo que com a melhor das intenções, carência dos amigos, que por conta das próprias carências restringem-se a si mesmo, carência dos namorinhos. E nesse ponto eu paro, porque mediante todo esse cículo vicioso de carência, está a explicação do burburinho de muitas mulhres; é difícil encontrar namorado porque é difícil se libertar das próprias carências para juntar-se as carências de alguém e juntos criarem um habitat livre de todas elas. Na maioria das vezes a entrega não é verdadeira, ou então não é recíproca. Aí, colega faz-se necessário o uso do bordão: " É uma cilada, Bino. "


E como se não bastasse ainda existem as pessoas que fazem de sua carência uma justificativa para a não-virtuosidade, nada contra o sexo casual, mas transformar a vida em " te furo, te furo " lifestyle não é legal, não pelo ato em si, mas pelo acumulo de insensibilidade relativa decorrente disso. Portanto evite meios promiscuos, e não só promiscuidade carnal, de ideais também - que pode ser ainda mais perigosa - evite também prolongar seus estados de fossa, e não deixe a carência subir a cabeça. Porque partindo do princípio: Você atrai o que você propaga... Se o seu magnetismo é negativo, baby, vai preparando as pimenteiras, e haja sal e arruda, hein ? :D

27 de jan. de 2009

O peso do largo e o sabor do profundo.


, nie ' cct (K) diz:
Eu tenho medo de escolher errado, de deixar de experimentar tudo que a vida me oferece. O futuro é agora e foi antes. O futuro é o produto do passado, sempre. E o passado é o que foi agora.


" Tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa. Faça calor ou faça frio, é sempre Carnaval no Brasil "


A sinestesia diária.

19 de jan. de 2009

Toca fogo!


Em TUDO que lhe faz sofrer.

Esse é o único momento em que a negligência é bem vinda: Não faz bem ? Não ama? Não liga? Não cuida? Não dá pé, não tem pé nem cabeça ? TOCA FOGO, colega. Não literalmente, por favor, incendiários de plantão! Não se deixe abater, e também não deixe que te abatam .
O "inimigo" sente o fedor da insegurança, e ele não vai hesitar em cutucar a sua ferida aberta - mesmo que o suposto inimigo seja seu amigo ;x - E sabe do que mais ? Amor, quando é amor, não dói, não dá medo e não machuca. Se machuca, se te fere, então é vício. E aqui vai uma filosofia barata que tem dado muito certo : Nenhum vício é bom, nada em excesso é bom. E aqui vai uma dica à lá Winehouse, vá para Rehab, meu caro(a), E NÃO ME VENHA COM " NO NO NO ", ok ? ¬¬
Pensar que ninguém te ama não ajuda, existe no mínimo uma pessoa que faça de você um mundo. E você está tão afundado na própria fossa, no próprio egoísmo, que sequer nota quem te ama.
E olha, Karol e Luana, eu amo vocês de chega. (k)


Se não é pra ser feliz, é melhor largar. (:

16 de jan. de 2009

Vivo sob o sol.

Eu acredito em magia - repito com firmeza para mim mesma, aturdida pelo céu que se fundia em tons de azul borrados pelas núvens brancas que assumiam as mais diversas formas sob o comando dos meus sonhadores olhos - Não aquela que se despeende de varinhas de condão, ainda que sublime e encantadora transcende muito as barreiras impostas pela ceticidade humana, acredito entretanto, numa magia essencial ocultada sob a forma de energia que emana e participa do íntimo de cada ser vivente, uma magia que atrai e repele as coisas conssoante é estimulada.
Uma magia que se renova a cada nova rajada de ar que lhe assoma as narinas, queimando-as deliberadamente. A cada novo e diferente olhar anguloso que lhe permite ver, ver além . Que é enxergar, enxergar o âmago de tudo com a clareza crucial de saber que aquela é visão única e que jamais se repetirá da mesma forma. Acreditar em magia, é também carregar o fado de saber que você só tem o espaço fragmentado de instantes para prender toda a abobada azul do céu na sua íris.

26 de dez. de 2008

Lamento muito, mas não vivo nem de " se " nem do que pensam ;

Quantas vezes você passou por um lugar e olhou para um quanto qualquer e sorriu com uma lembrança?Quantas vezes você andou na praia descalço consoante o sol se punha? Quantas vezes você beijou a testa de sua mãe e lhe pediu a benção ? Quantas vezes você dançou de maneira ridícula? Quantas vezes sentiu o desejo assumir-lhe a posse, correr as veias e ser o guia? Quantas vezes se deixou guiar pelo desejo, pela sede ? Quantas vezes cedeu ? O que cedeu ? Como o fez? Quantas vezes esteriotipou, julgou, falou ou agiu mal para alguém, de alguém e com alguém? Quantas vezes você está disposto a esquecer, a me esquecer?


Olhei e vi, mil vezes e mais mil vezes que fossem, sorri lembrando de outra época quando tudo era menos complexo, andei e corri, com os braços erguidos, feito criança, cantando para o sol que se afundava no horizonte.Nunca lhe pedi a benção, mãe porque sei que nunca deixaste nem por um fragmento ínfimo de segundo de estar me abençoando, e nem mesmo quando frente a muitos deixei de agir como sempre, nunca deixei de dançar mal e porcamente por vergonha. Sempre deixo o desejo falar quando sinto a sua constância em mim, me entrego as minhas vontades latentes, rubras, na carne pálida e na incostancia sentimental. E me entrego, inteira, sempre mesmo que perca para aprender como ganhar, mesmo que ceder só não baste. Já não tenho dedos para contar de quantos barrancos despenquei e quantos rastros de incompreensão eu já deixei. Muitas vezes deixei a hipocrisia reinar, muitas outras a calei dentro de mim lhe provando que a vida é mais doce quando se esquiva de jugos de qualquer tipo. Evito, embora faça, comentários que não me engrandecem como ser humano, tento sim, olhar e ver um espelho no outro e crescer com isso, não minto a inveja que sinto de algumas ou várias situações que levam a críticas ferrenhas e indóceis, mas não minto também a lucidez ferina que em assola.
Suposições, achismos decréptos e jugos preciptados à parte. Não me esqueço, não esqueço, as coisas me marcam e mesmo quando sôo distraída me pego guardando os detalhes dentro de mim.

23 de dez. de 2008

É preciso AMAR as pessoas como se não houvesse amanhã!

( Para ler ouvindo: Pais e Filhos - Legião Urbana )



Os dias tendem a ser ensolarados nessa época do ano, e o céu sem núvens costuma ser um presságio de coisas boas. Acontece que num ambiente com muitos adolescentes, intempestivos no furor da idade, nada é previsível. E chega a ser óbvio que a imprevisibilidade juvenil não tarda a render maus frutos. Comemora-se, o quê não vem ao caso, com muita música regada a cerveja e dança. Mas depois de um tempo o ar foi ficando rarefeito, quase sólido. Uma tensão desagradável começou a se apossar do lugar e a instabilidade dos ânimos gerou o primeiro surto, contido e calado com eficácia, surge outro, com algum tumulto e uma primeira troca de tapas. No terceiro surto, surge a personagem principal da nossa história dantesca, uma arma de calibre trinta e oito apontada, escalada frente a face de um adolescente de dezesseis anos.

Adolescente esse cujos os olhos castanhos apertados conseguem refletir perfeitamente o carinho que a narradora passional tem por ele, um sorriso cansado, porém sincero, que curva o canto dos lábios com exatidão mesmo quando tímido e um tom de voz doce, maleável. Ele é uma pessoa simples, ele não se apega a grandes vícios, apenas um que é seu calvário : mulheres. Todas, mesmo tendo uma. Ou todas, consegue despertar nelas ilusões com seus tolos galanteios, com seu carinho extremado e sua sensibilidade afetuosa. Algumas pessoas conseguem te fazer sorrir com um olhar, Paulo Henrique certamente é uma dessas pessoas.

A sensação de ver alguém amado frente a morte é como tentar respirar no vácuo. Você se sente inútil, invalido e por intantes inóspito, de ideias e limpo de ações. Meus pés aderiram ao chão, sei que uma GRANDE amiga minha e dele me tirou de lá, me puxou mas mesmo quando não corriamos mais eu ainda estava paralisada. O jeito como ele fechou os olhos e saiu cambaleando em círculos, balbuciando qualquer coisa que para mim não fez sentido algum, mertelou na minha cabeça por toda noite, faço uma previsão que talvez essa cena se repita ainda a vida inteira na minha mente, associada ao perigo, ao medo e ao topor de se sentir impotente diante da morte.

Justamente a morte que já me pareceu tão atraente, mas só quando se está frente a ela é possível notar quão ridícula é a idéia de fugir da vida.

7 de out. de 2008

A fabulosa arte de olhar e ver.

Sempre vai existir alguém disposto a lhe surpreender e a atingir novos patamares de importância na sua vida .

Pois é.

Era uma vez uma retardada, nerd, chata e bocó pela qual eu matava e morria, sem sequer esperar nada em troca.

Ela continua a mesma retardada, nerd, chata e bocó, mas agora ela me parece REALMENTE muito diferente.

Não fui eu quem mudou, tampouco ela o que mudou foi o jeito de olhar. O que mudou foi o carinho e o grau de importância, ela que antes tinha uma importância agora tem uma excelência .
Afinal de contas, você não vale nada mas eu gosto de você!




Eu tinha que te dizer isso, amigz.




<3

5 de out. de 2008

Um soluço e a vontade de ficar mais um instante.

Passos lentos, uma espécie de marcha triste e silenciosa, interrompida vez ou outra por murmúrios " Era um bom, homem ! " ou um aperto forte nos braços cansados dos familiares " Seja forte...! ", e numa marcha fúnebre murmurada pelos constantes ventos e pelo choro constante chega-se ao destino.

Nós fazemos mais planos do que nossa vida, aparentemente, aceita. Do que o tempo dá .

A proposta da morte é tentadora, tempo, tempo, indolor, tempo.

Na volta os passos são rápidos, as conversas são quase animadas e se procurar bem você consegue identificar sorrisos .

A tristeza foi enterrada, a dor, os votos e todo o resto.

" . "


Muitas vezes criamos planos, fazemos planos, construímos toda uma vida que a vida se encarrega de nos fazer esquecer, e crescer parece ser uma aventura e se torna um conjunto de endurecimentos emocionais.
Crescer é aparar de sentir, então. Parar de sonhar é correr em torno de ideais mínimos de pequenas coisas e da acumulação de um " vil metal " .


Não condeno, portanto, os suicidas .

1 de out. de 2008

Sobre mesas, valores.

Valor do Lat. valore


s. m.,
o que uma coisa vale;
preço;
importância;
qualidade inerente a um bem ou serviço que traduz o seu grau de utilidade;
qualidade daquele ou daquilo que tem força;
valia;
estimação;
valentia;
coragem;
mérito;
préstimo;



Somos produto do meio, é o que discute o determinismo social. Sendo assim temos uma parcela de culpa sobre a situação alarmante na qual se encontra o meio. Somos todos, ou grande maioria, de uma geração cheia de informação, mas com pouco conteúdo. Crescemos sabendo o que era tudo, mas sem conhecer de fato. Você crescve sabendo que ama sua mãe, mas você não construiu isso e nem sabe como esse amor se manifesta e de repente crescer assim faz com que mil pessoas se tornem tão amadas quanto a sua mãe.
E onde ficam os valores, galerinha? A importância, a ênfase no que se sente, no que se nutre por algo ou alguém ? Qual são os méritos dessa sociedade que produz de maneira assustadora adolescentes problemáticos e esteriótipados pela mídia?Qual é a virtude de um meio que já lhe entrega os conceitos não lhe deixa construir.
E a mesma sociedade que suprime as chances exige objetivos, exige reação, exige de você o que ela não te estruturou para ter. Vivemos entre os extremos de crianças adultas e adultos infantilizados, onde os valores não estão bem fixados e aparentar é muito mais interessante que, de fato, ser alguma coisa.
Mas não é novo o fato de a sociedade ser hipócrita, porque quem controla o que a sociedade pensa É hipócrita.
Quem controla o pensamento social cria filhos ignorantes, preconceituosos, problemáticos e frequentemente drogados.


Essa é a mais-valia do sistema, porque enquanto você RALA para ser qualquer coisa decente tem sempre alguém para zombar dos seus esforços, para te mostrar que ser inteligente não é nada... E que a sua inteligêcia usa a unidade de medida errada, porque só é interessante para a sociedade mesas, úteis que carregam o peso do que a alimenta porém, quietas e imóveis.


Quualquer tipo de valor causa aversão aqui, sobre a mesa só o consumo.

Picolé de Chuchu ;

Fria e Indigesta !