18 de fev. de 2009

A vida vale muito, a vida vale TUDO.


Morte ideológica é em suma morrer vivo. Morte ideológica só não é pior do que nunca ter tido nenhuma ideologia, só não é pior que nunca ter acredito, só não é pior que nunca ter conhecido a fé. Morrer da idéia, morrer da descrença é morrer moderno, é morrer quase luxuoso no atual agora! É morrer no supermercado, e culpar o governo por inflacionar os preços, é morrer no trânsito e chamar o motorista da frente de irresponsável, é morrer na igreja dizendo que ama Deus acima de todas as coisas. É morrer calando-se, é morrer sem questionar, é morrer se deixando morrer. Porque morno Jesus vomitou*, se é para viver, então que se viva do questionamento e da ação, até mesmo da negação, mas o que não dá mesmo é parar viver de conceitos formados e convenções, o que não dá mesmo é para aceitar o senso comum, o que não dá mesmo é aceitar que tudo do campo ideológico, cultural e moral que você traz consigo é só uma caretisse, e vender isso tudo por ibope na tv, ou mesmo por um tênis da marca 'x' novo.
Se você quer sobreviver, exercite seu senso crítico, saiba que o sensasionalismo, a distorção, a hipocrisia e o mercenarismo estão em todos os lugares, porque cada um quer vender o seu peixe .Se você quer sobreviver... Reclame sim do preço dos produtos, mas reclame também do que a mídia te empurra.Se você quer sobreviver, saia! Da cadeira, do mundo da lua, DO LUGAR COMUM, do " v=0 " e crie o seu próprio MUV *. Se você gosta de viver : Reclame, proclame, CLAME. Manifeste-se .





*¹ - Alusão a passagem bíblica onde Jesus fala aos apóstolos .

*² - Termo físico: Movimento uniformemente variável .
















Créditos: Caroline Pinheiro, pela inspiração . (:

4 de fev. de 2009

sem título


De tudo ao meu amor serei atenta antes e com tal zelo e sempre e tanto que mesmo em face de maior encanto dele se encante mais meu pensamento Quero vivê-lo em cada vão momento e em seu louvor hei de espalhar meu canto e rir meu riso e derramar meu pranto ao seu pesar ou seu contentamento E assim quando mais tarde me procure quem sabe a morte angústia de quem vive quem sabe a solidão fim de quem ama Eu possa dizer do amor ( que tive) que não seja imortal posto que é chama mas que seja infinito em quanto dure.


Soneto da Fidelidade, Vinicius de Moraes

( Para ler ouvindo: Teu olhar - Arnaldo Antunes )

2 de fev. de 2009

Eu sou um poço de sensibilidade.

Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.


Cômodo, comodismo, comodidade, conformismo, conformar-se, conforme.


Palavras que significam que quando você as é, as tem, as usa, as habita, as propaga, você não sai do lugar. Quando se é ou se faz a figura destas, você se torna marionete das possibilidades, das cisrcunstâncias e a partir de então não se é mais senhor de si.


Revolucionar-se é preciso, fazer de si revolução, paixão.


Sem deixar de lado o seguinte porém: revoluções mudam tudo, embora não sem dor.


E hoje uma moça bonita* me disse que : " Sem sofrer não se vive "












* alusão a música " Dona da minha cabeça " .

30 de jan. de 2009

A gravidade é muito pouco para me impedir de voar.


O desejo latente pode arrancar pés do chão, não o carnal, mas o inerte e irrefreável desejo de saborear cada tudo de todas as coisas. É lançar os olhos sobre algo e apreciar a vastidão, de cores e formas; E sentir, com um certo frio na barriga, a liberdade de ser pensante tomar conta de mim.
Criticar, depende de ética, e depende quase exclusivamente dos patamares que limitam e cercam a sua opinião, que são os mesmo que lhe darão asas para voar. Voar além física, além teorias, além ceticidade. Voar, e só. Porque dentro de cada um de nós existe um campo aberto, uma sala precisa*, na qual podemos nos abrigar.
Daí a importância da leitura, ela é o meio mais eficaz, a melhor professora, para quem quer se entranhar na nobre arte de voar em si. Por isso é importante ouvir boa música, e colecionar boas imagens - mesmo que na lembrança - porque esses meios alternativos de leitura lhe ajudam a saber planar, e saber cair. Porque todos que voam sabem que correm o risco de um dia cair, mas só os que sabem voar reconhecem que devem cair.
Às vezes a gravidade é mais forte que você, e faz-se a queda. E a queda é necessária, ela te transforma, te adiciona, te faz crescer. Mas sabe o que é o mais importante de cair? Levantar e voar outra vez, e quem sabe, então cair novamente. Procurar fazer das quedas um motivo para evoluir e não um esconderijo para não ter mais que voar.
Se existir coragem, força e vontade nem a gravidade te impede de voar.


* Sala precisa é um ambiente mágico, descrito nos livros de Harry Potter ( J.K Rowlling ), que se molda aos desejos que quem a frequenta.


( Para ler ouvindo: Forfun - Hidropônica )

28 de jan. de 2009

Prostituição.

Qual é o tamanho da sua aflição e onde reside a sua virtude? Estava lendo um artigo de Graciliano Ramos onde ele transforma uma prostituta numa metáfora moderna para Afrodite, me dei conta de que a prostituição vai além dos parâmetros sexuais, a promiscuidade agora se faz presente nas mais diversas relações, e a troca muitas vezes não é por dinheiro e geralmente acontece por carência. Carência dos pais presos no próprio universo, mesmo que com a melhor das intenções, carência dos amigos, que por conta das próprias carências restringem-se a si mesmo, carência dos namorinhos. E nesse ponto eu paro, porque mediante todo esse cículo vicioso de carência, está a explicação do burburinho de muitas mulhres; é difícil encontrar namorado porque é difícil se libertar das próprias carências para juntar-se as carências de alguém e juntos criarem um habitat livre de todas elas. Na maioria das vezes a entrega não é verdadeira, ou então não é recíproca. Aí, colega faz-se necessário o uso do bordão: " É uma cilada, Bino. "


E como se não bastasse ainda existem as pessoas que fazem de sua carência uma justificativa para a não-virtuosidade, nada contra o sexo casual, mas transformar a vida em " te furo, te furo " lifestyle não é legal, não pelo ato em si, mas pelo acumulo de insensibilidade relativa decorrente disso. Portanto evite meios promiscuos, e não só promiscuidade carnal, de ideais também - que pode ser ainda mais perigosa - evite também prolongar seus estados de fossa, e não deixe a carência subir a cabeça. Porque partindo do princípio: Você atrai o que você propaga... Se o seu magnetismo é negativo, baby, vai preparando as pimenteiras, e haja sal e arruda, hein ? :D

27 de jan. de 2009

O peso do largo e o sabor do profundo.


, nie ' cct (K) diz:
Eu tenho medo de escolher errado, de deixar de experimentar tudo que a vida me oferece. O futuro é agora e foi antes. O futuro é o produto do passado, sempre. E o passado é o que foi agora.


" Tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa. Faça calor ou faça frio, é sempre Carnaval no Brasil "


A sinestesia diária.

19 de jan. de 2009

Toca fogo!


Em TUDO que lhe faz sofrer.

Esse é o único momento em que a negligência é bem vinda: Não faz bem ? Não ama? Não liga? Não cuida? Não dá pé, não tem pé nem cabeça ? TOCA FOGO, colega. Não literalmente, por favor, incendiários de plantão! Não se deixe abater, e também não deixe que te abatam .
O "inimigo" sente o fedor da insegurança, e ele não vai hesitar em cutucar a sua ferida aberta - mesmo que o suposto inimigo seja seu amigo ;x - E sabe do que mais ? Amor, quando é amor, não dói, não dá medo e não machuca. Se machuca, se te fere, então é vício. E aqui vai uma filosofia barata que tem dado muito certo : Nenhum vício é bom, nada em excesso é bom. E aqui vai uma dica à lá Winehouse, vá para Rehab, meu caro(a), E NÃO ME VENHA COM " NO NO NO ", ok ? ¬¬
Pensar que ninguém te ama não ajuda, existe no mínimo uma pessoa que faça de você um mundo. E você está tão afundado na própria fossa, no próprio egoísmo, que sequer nota quem te ama.
E olha, Karol e Luana, eu amo vocês de chega. (k)


Se não é pra ser feliz, é melhor largar. (:

16 de jan. de 2009

Vivo sob o sol.

Eu acredito em magia - repito com firmeza para mim mesma, aturdida pelo céu que se fundia em tons de azul borrados pelas núvens brancas que assumiam as mais diversas formas sob o comando dos meus sonhadores olhos - Não aquela que se despeende de varinhas de condão, ainda que sublime e encantadora transcende muito as barreiras impostas pela ceticidade humana, acredito entretanto, numa magia essencial ocultada sob a forma de energia que emana e participa do íntimo de cada ser vivente, uma magia que atrai e repele as coisas conssoante é estimulada.
Uma magia que se renova a cada nova rajada de ar que lhe assoma as narinas, queimando-as deliberadamente. A cada novo e diferente olhar anguloso que lhe permite ver, ver além . Que é enxergar, enxergar o âmago de tudo com a clareza crucial de saber que aquela é visão única e que jamais se repetirá da mesma forma. Acreditar em magia, é também carregar o fado de saber que você só tem o espaço fragmentado de instantes para prender toda a abobada azul do céu na sua íris.

26 de dez. de 2008

Lamento muito, mas não vivo nem de " se " nem do que pensam ;

Quantas vezes você passou por um lugar e olhou para um quanto qualquer e sorriu com uma lembrança?Quantas vezes você andou na praia descalço consoante o sol se punha? Quantas vezes você beijou a testa de sua mãe e lhe pediu a benção ? Quantas vezes você dançou de maneira ridícula? Quantas vezes sentiu o desejo assumir-lhe a posse, correr as veias e ser o guia? Quantas vezes se deixou guiar pelo desejo, pela sede ? Quantas vezes cedeu ? O que cedeu ? Como o fez? Quantas vezes esteriotipou, julgou, falou ou agiu mal para alguém, de alguém e com alguém? Quantas vezes você está disposto a esquecer, a me esquecer?


Olhei e vi, mil vezes e mais mil vezes que fossem, sorri lembrando de outra época quando tudo era menos complexo, andei e corri, com os braços erguidos, feito criança, cantando para o sol que se afundava no horizonte.Nunca lhe pedi a benção, mãe porque sei que nunca deixaste nem por um fragmento ínfimo de segundo de estar me abençoando, e nem mesmo quando frente a muitos deixei de agir como sempre, nunca deixei de dançar mal e porcamente por vergonha. Sempre deixo o desejo falar quando sinto a sua constância em mim, me entrego as minhas vontades latentes, rubras, na carne pálida e na incostancia sentimental. E me entrego, inteira, sempre mesmo que perca para aprender como ganhar, mesmo que ceder só não baste. Já não tenho dedos para contar de quantos barrancos despenquei e quantos rastros de incompreensão eu já deixei. Muitas vezes deixei a hipocrisia reinar, muitas outras a calei dentro de mim lhe provando que a vida é mais doce quando se esquiva de jugos de qualquer tipo. Evito, embora faça, comentários que não me engrandecem como ser humano, tento sim, olhar e ver um espelho no outro e crescer com isso, não minto a inveja que sinto de algumas ou várias situações que levam a críticas ferrenhas e indóceis, mas não minto também a lucidez ferina que em assola.
Suposições, achismos decréptos e jugos preciptados à parte. Não me esqueço, não esqueço, as coisas me marcam e mesmo quando sôo distraída me pego guardando os detalhes dentro de mim.

23 de dez. de 2008

É preciso AMAR as pessoas como se não houvesse amanhã!

( Para ler ouvindo: Pais e Filhos - Legião Urbana )



Os dias tendem a ser ensolarados nessa época do ano, e o céu sem núvens costuma ser um presságio de coisas boas. Acontece que num ambiente com muitos adolescentes, intempestivos no furor da idade, nada é previsível. E chega a ser óbvio que a imprevisibilidade juvenil não tarda a render maus frutos. Comemora-se, o quê não vem ao caso, com muita música regada a cerveja e dança. Mas depois de um tempo o ar foi ficando rarefeito, quase sólido. Uma tensão desagradável começou a se apossar do lugar e a instabilidade dos ânimos gerou o primeiro surto, contido e calado com eficácia, surge outro, com algum tumulto e uma primeira troca de tapas. No terceiro surto, surge a personagem principal da nossa história dantesca, uma arma de calibre trinta e oito apontada, escalada frente a face de um adolescente de dezesseis anos.

Adolescente esse cujos os olhos castanhos apertados conseguem refletir perfeitamente o carinho que a narradora passional tem por ele, um sorriso cansado, porém sincero, que curva o canto dos lábios com exatidão mesmo quando tímido e um tom de voz doce, maleável. Ele é uma pessoa simples, ele não se apega a grandes vícios, apenas um que é seu calvário : mulheres. Todas, mesmo tendo uma. Ou todas, consegue despertar nelas ilusões com seus tolos galanteios, com seu carinho extremado e sua sensibilidade afetuosa. Algumas pessoas conseguem te fazer sorrir com um olhar, Paulo Henrique certamente é uma dessas pessoas.

A sensação de ver alguém amado frente a morte é como tentar respirar no vácuo. Você se sente inútil, invalido e por intantes inóspito, de ideias e limpo de ações. Meus pés aderiram ao chão, sei que uma GRANDE amiga minha e dele me tirou de lá, me puxou mas mesmo quando não corriamos mais eu ainda estava paralisada. O jeito como ele fechou os olhos e saiu cambaleando em círculos, balbuciando qualquer coisa que para mim não fez sentido algum, mertelou na minha cabeça por toda noite, faço uma previsão que talvez essa cena se repita ainda a vida inteira na minha mente, associada ao perigo, ao medo e ao topor de se sentir impotente diante da morte.

Justamente a morte que já me pareceu tão atraente, mas só quando se está frente a ela é possível notar quão ridícula é a idéia de fugir da vida.

Picolé de Chuchu ;

Fria e Indigesta !